Sexta-feira, 11 de Março de 2005

Hoje não falo do 11M







"Polémico? Irónico? Artistico? Humoristico? Eu? Naaa é mesmo desespero Eh Eh"


olha...
Com os teus
Se fossem inchados eram de outra pessoa qualquer talvez meus
Eu não consigo arranjar boa cara mas as olheiras são minhas
É mesmo da ma vida e noitadas
Cigarros
Directas, computador
Tenho andado distraído
Com algumas meninas simpáticas e lindas
E nos blogs
Tanto te conheço como te desconheço
É, é essa a minha arte
Desconhecer-me tanto como me conheço
Será Pessoa, isto?
É gente pelo menos
E no mínimo
Retiro o que disse!
O que eu disse não fui eu
Gosto de assim filosofar
Algures poesia ou simples dizer
No espaço que te pertence
Algures é próximo de nenhures
É mesmo tudo junto
Já não ocupo espaço
Não faço distinção ao tempo
Andam por aí a fluir
Sortudos são fluidos
Eu sou pedaço de rocha gelada
Eles rios ou mares gelados
Para me esculpirem
Devem ser mar…
Esculpir, escrever, pintar, quebrar o silêncio em pautas
São atentados a matérias que existem na natureza
Devia haver a liga de defesa das matérias naturais que estão a ser assassinadas
Chamam-lhe arte! Eh eh, posso aceitar.
Não são atentados mas formas de definir a natureza, por um lado e por outro de a moldar a nosso gosto diz um verdadeiro artista.
cobardes...... É igual a matar toiros na arena! Digo eu. Eh eh
Rochas indefesas como eu e tu que se vem em parte poeira
Poeira é, tu sim! Somos todos sou eu!
Partes minúsculas de rocha esculpida portanto
Nem tu, eu e a rocha
Serão jamais um e se sentirão de novo completos
Haja quem se responsabilize por isso
Que rolem cabeças
A culpa é do novo governo.
Eh eh
A arte não deixa avançar o mundo
Que me critiquem
Os comunistas
Não deixa mesmo!
Por isso é ai que se vai responsabilizar a corja que nos transforma rocha em pó
Eu sou comunista
Liberal e conservador.
Rochedo
Não consigo fluir em vulcão.....
Como devia
Eles conseguem tempo e espaço
Eu ando sempre despido nesse campo
De tudo com algum tempo que me atravessa
Em ondas de mar…
Espoliado até dos conceitos
Ou seja não pré-concebo ideia de nada
Fico por aqui não escritor
Pois estou a abrir um precedente gravíssimo
Que nos levará a ser o que os outros querem que sejamos
Preciso de descansar...
A cabeça
Vou-me calar
Ou falar de coisas banais
Já não encontro aquele início naquele olhar








publicado por bamos às 03:13
link do post | favorito
|
De Cris a 11 de Março de 2005 às 15:31
Está fantástico, João! As palavras fluem em catadupa, saltando de conceito para conceito, mas sempre de forma harmoniosa. Cheguei ao fim do poema agradavelmente cansada... como se acabasse de fazer um viagem ao centro da tua alma!

Um beijo


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. Numa boa amiga silenciosa...

. Onde se inventa e de cert...

. Em beijos de luz a zul

. ...

.

Take...

.

Paix...

.

Enqu...

.

dois...

.

Palm...

.

Prim...

.arquivos

. Janeiro 2007

. Novembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005


blogs SAPO

.subscrever feeds